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Ódio ao passado, medo do futuro

Poucas coisas incomodam tanto os conservadores quanto o passado. O que parece paradoxal, se suas análises, decisões e ações se fundam em valores, práticas e condutas incompatíveis com o presente. É como se estivessem sempre de olhos postos no retrovisor. Ao invés de postular o progresso e esforçar-se por fazê-lo melhor que o ontem, tentam apagar os fatos pretéritos. Muitas vezes, isso corresponde à ignorância por opção. Frequentemente, menos que isso. Neste caso, é ao mais exacerbado egoísmo e o instinto selvagem de que se faz portador que podemos atribuir a estreita e ignóbil visão de Mundo a orientar o conservadorismo. Desde que sejam beneficiados, os conservadores optam por manter o status quo, mais desigual e cruel ele se revele. Ainda agora, o apagamento do passado manifesta-se vigoroso e, pior ainda, oficialmente estimulado. Disso nos dá conta o propósito do poder central, ligado à exclusào de mais de 15 mil documentos históricos sob a guarda de algumas instituições públicas. Grande parte dos documentos e publicações registram parte da História, no período mais tenebroso por que passamos. Muito do que foi imposto aos brasileiros (tortura, execuções e permanente perseguição e violência contra os divergentes) será perdido, se não for frustrada a ignomínia projetada pelos que atualmente nos (des)governam. Mais uma vez, a figura sinistra por zombaria instalada no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos age contra os brasileiros, as instituições democráticas e a História.

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