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Ética e bandidagem

Dentre os mais sábios ou lúcidos, comenta-se a importância da pergunta, mais que da resposta. As respostas, aparentemente mais difíceis, tornam-se supérfluas, inúteis, desprezíveis, se oferecidas a perguntas erradas. No mínimo, o esquecimento dessa peculiaridade acaba por comprometer o próprio juízo que se faz do objeto e de sua natureza. Pergunta que se impõe é trazida à baila, quando o Conselho de Ética da Câmara livra um colega e renuncia ao dever, mais que direito, de puni-lo. Nesse caso, a pergunta é: o que esperar de um grupo que propõe acobertar crimes atribuídos a seus integrantes, só não o fazendo por motivos nada elogiáveis? Ou seja, impossível imaginar que apoiadores da PEC da Bandidagem desmentiriam seu compromisso com os valores expressos nessa proposta, ao apreciar as denúncias contra um declarado traidor do País. Mais uma vez, corremos o risco de ver consagrada a impunidade de delinquentes, não pela inexistência de provas, mas pela abundância delas. Enfim, essa é a ética processada pela maioria dos parlamentares, sabedores antes de todos os demais brasileiros, do grau de comprometimento com atos ilícitos.

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