É PRECISO OLHAR PELA VIDA

Fora Bolsonaro, que joga com a contaminação de 100 milhões de brasileiros para conter o coronavírus, o Brasil vem respondendo bem à pandemia. Ontem a Câmara Federal aprovou a renda de 600 reais para os mais vulneráveis socialmente e o STF deu um chega pra lá no mal-intencionado Guedes, mantendo o bolsa-família para o Nordeste. Além disto, prefeitos e governadores vêm operando com responsabilidade, mantendo como pode o distanciamento social. O problema continua na irresponsabilidade mortal do presidente sociopata, estimulando o rompimento da quarentena, o que pode levar alguns gestores a cederem à pressão da parte selvagem do mercado, objeto de prazer de Bolsonaro. Já há sinais disto. É preciso resistir. O momento é de proteção à vida e não de criar possibilidade de riscos ou de disseminação do vírus. Os países que negligenciaram o coronavírus estão pagando caro com a vida de milhares do seu povo. Estão aí a Itália e a Espanha, que resolveram optar pela economia e agora assumem tardiamente o erro. Errar agora significa vidas que se vão. É preciso manter o distanciamento social até que se tenha o controle do vírus, aumentando os testes, ofertando mais máscaras e álcool gel, criando políticas de amparo aos mais necessitados e colocando o Estado para operar ativamente na economia, com medidas de mitigação da crise. É assim que todos os países afetados estão agindo, inclusive os EUA, farol de Bolsonaro e Guedes. Se a contaminação continuar avançando, teremos que partir para a supressão, medida extrema responsável pelo controle do vírus em Hubei, na China. Só vamos combater o vírus numa proporção de resultado quando o governo entrar na guerra contra e somar com os estados e com as demais instituições. Não é possível que alguém veja um mundo aflito e perdendo milhares de gente por dia como se fosse um filme de ficção e somente um presidente com sinais de sociopatia estando certo. É preciso olhar pela vida. É preciso. Lúcio Carril

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