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Árvores e crimes

De tendência generalista, por formação ou opção, enxergo antes a floresta que a árvore. Isso se aplica à observação dos fatos e das gentes que os gestam e praticam. Minha escassa escolaridade em algum dos ramos da Ciência Social não me intimida, razão para eu meter a colher, sempre que chamado, em assuntos que supostamente extrapolam o campo do Direito. Valho-me da incursão em outras áreas, frequentadas graças a minha avidez pelo conhecimento e minha disposição de discutir os problemas com que se há a comunidade humana, para além de todas as fronteiras. Isso ocorre no tratamento dos problemas econômicos, tanto quanto no de outros abrangidos no vastíssimo campo das Ciências Sociais. Daí minha rejeição aos pretextos usados para justificar ideias econômicas já postas em prática, sem qualquer repercussão positiva no cotidiano das populações. Um desses pretextos diz respeito à inflação, de que com tanta insistência se tem falado. Recuso-me a esse tipo de debate, se mais intrigante e fundamental aspecto não orientar a discussão. Refiro-me à desigualdade. O círculo vicioso em que ela se insere, como causa e como efeito, não pode ser ignorado. A meu ver, deve ser o primeiro ponto a discutir, se queremos falar de Economia - e vida humana. É assim também, que observo o fenômeno da guerra. Por isso, soa-me ridículo mencionar os tais crimes de guerra, a impedir a discussão sobre a guerra. Que é, segundo meu juízo, o crime maior, determinante inclusive de todo o mal que as partes praticam. Chegar à guerra, mais que outra coisa, deveria provocar reflexão profunda sobre o conceito de humanidade. Enquanto ela constar do dicionário como termo aplicável a um fato concreto e permanente, não teremos superado a barbárie.

 
 
 

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