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...à esquerda

Nunca fui muito chegado à Matemática. Não por qualquer tipo de ojeriza aos números mas pela conduta geralmente despreocupada dos meus professores. À exceção do meu próprio irmão - João Batista Filho, engenheiro e ex-professor da UFAM -, nenhum dos mestres logrou mostrar-me a utilidade de saber contas. A não ser a obviedade de conferir o troco da mercearia e comparar o salário ganho com as despesas necessárias à sobrevivência.

Depois que meu irmão deixou provada a contribuição da Matemática para a vida humana, de todos não de apenas alguns, comecei a entender melhor o significado dos algarismos e das complicadas operações que eles dotam às vezes de invulgar e surpreendente simplicidade.

Se alguns se valem dos números para medir quanto ganharão de juros, outros fazem o mesmo, na esperança de pagar menos pelo trabalho alheio. Quando a tal cálculo não se agrega o interesse de cobrar mais pelo que vale menos. Para isso serve a passagem por Chicago, Harvard, Princenton, Cambridge...

Pois bem; hoje entendo melhor os números, embora sem ver neles a solução dos problemas sociais com os quais nos defrontamos, com doses desiguais de indignação.

Sei, por exemplo, que as médias em geral são enganosas. Elas trazem enorme satisfação aos matematicofílicos se uma pessoa tem a cabeça no gelo e os pés dentro do forno – sua temperatura média pode estar entre 37 e 40 graus. Vida pura!...

Assim disse um contador que passa por economista e foi Ministro de quase tudo nos governos da ditadura. Não deu fim, entretanto, da tarefa de excluir o Estado do mapa. Os números de nada lhe valeram, apesar de brandidos (não esqueça de ler o R, por favor) a todo instante.

Aprendi, pouco mais tarde, que zeros postos à esquerda (seja lá do que for, idade, fatura ou numeral) nada acrescentam à quantidade referida. Quanto à qualidade, pode ser até que funcionem como agravantes. Fazem-nas escassas ou as reduzem, acaso existam. É só observar...

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