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À espera - não de Godot

(Para Jorge Loureiro, in memoriam)

Hoje é mais

um que parte

depois de terem

tantos partido


sentimos cada dia

mais próxima

a nuvem tenebrosa

a pesar-nos

sobre os ombros

trazendo inquietação

aos nossos pensamentos

presságio de um

encontro

feito só de

desencontro

liberação de nefastos

sentimentos

quando tudo – ou quase

poderia ter sido

diferente

deste momento nefando

agourento


resta a pergunta

a deixar tonta

toda gente:

até quando? Até quando?....

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