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Colégio Estadual do Amazonas: quem desaba somos nós

Em: 01 de Setembro de 2025

Tags: Manaus; Memória; patrimônio Colégio Estadual

Visualizações: 177

                     “Ah! Tempo, tempo malvado, / tempo, você me enganou”.

(Farias de Carvalho. Baú Velho, 1957)

Toca o telefone. É de Manaus. Ouço gemidos? A voz embargada do médico Ivan Meneghini atravessa mais de 4 mil quilômetros e chega a Niterói carregada de tristeza:  

- O nosso Ginásio Amazonense está desmoronando.  https://www.taquiprati.com.br/cronica/1783-colegio-estadual-do-amazonas-quem-desaba-somos-nos       


SOU MANAUS — MAS A QUEM MANAUS PERTENCE?

Em: 01 de Setembro de 2025

Tags: História; Música; Festival; política cultural Sou Manaus

Visualizações: 185

Autor: Geraldo Lopes de Souza Júnior

Manaus, 01 de setembro de 2025

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.”

Stan Lee — e o prefeito Davi parece não ter lido a HQ.

Nos dias 05, 06 e 07 de setembro, Manaus vai viver um “festival histórico”. Não fui eu que disse — eu não teria essa cara de pau. Esse é o slogan oficial do “Sou Manaus”: Viva esse festival histórico. E a história, convenhamos, é mesmo memorável. Não pelos artistas que vêm — Bruno e Marrone, Joelma, Ivete Sangalo, Gusttavo Lima, Paula Toller, Paralamas do Sucesso — mas pelo roteiro repetido: gastar milhões, oferecer migalhas e chamar de cultura. https://www.taquiprati.com.br/cronica/1782-sou-manaus-%E2%80%94-mas-a-quem-manaus-pertence


 
 
 

MarceloSeráfico*


Recentemente, em texto intitulado "Passado, volver!", Merval Pereira, jornalista da Rede Globo de Comunicação e imortal da Academia Brasileira de Letras, expressou sua indignação com o empenho dos deputados federais reacionários (neofascitas e direitistas de todas as variantes) em aprovar medida que lhes conceda a graça de escapar de processos judiciais e da própria Justiça. Faço coro com o editorialista Global, pois os senhores deputados, ao pretenderem blindar-se da Justiça, assumem uma condição singular na ordem institucional do país, a de foragidos que não foram intimados, julgados e muito menos condenados.

Bom, alguns já respondem por seus atos no judiciário...

O povo sabe: "o seguro morreu de velho". A singularidade do momento nacional não se esgota nisso, ela vem do fato de que as instituições estão funcionando. Mesmo o legislativo, poder movido exclusivamente por casuísmos, hoje, parece seguir o que determina a Constituição, graças aos freios do judiciário. Até o MPF, conhecido por ser puxadinho de presidentes, cumpre seu papel.

Aliás, apesar de várias limitações, é preciso reconhecer que nos governos do Partido dos Trabalhadores não houve ou não se sabe de nenhuma tentativa de engavetar investigações - como ocorria nos do PSDB - nem de omitir-se - como nos de Temer e Bolsonaro.

Daí outra singularidade emblemática da situação que vivemos: o PT, que muitos ainda acreditam ser de esquerda, é o único partido da ordem que defende, de fato, a ordem. Os que se identificam com as várias modalidades de reacionarismo são, a rigor, vândalos dispostos a destruir tudo que fira seus interesses.

E, a esse propósito, cabe não esquecermos de um outro agente que, auto-intitulado defensor da ordem legal, muito tem contribuído para sua subversão, a grande imprensa. Com seu moralismo seletivo e legalismo interesseiro, as "redes de comunicação" têm aderido gostosamente à infâmia, sempre que esta lhes acena com maior "sucesso".

Infâmia, sucesso de audiência e verdade jamais caminham juntas.

As empresas de comunicação tradicionais, assim como muitos "empreendedores digitais" também são agentes da desordem.

Daí mais uma singularidade do momento: a grande imprensa parece ainda não ter chegado a bom termo com os partidos reacionários acerca do vir-a-ser do país. Logo, ainda não pode fazer o que fez ao longo da Lava-Jato, um acórdão com Supremo e com tudo, como orientou Romero Jucá (lobbista, por hora sem mandato).

Mas esse momento de comunhão chegará. Assim que for escolhida a "terceira via", isto é, o candidato forjado no submundo das elites, tudo se resolverá.

Aguardemos para ver até onde vai a merválica indignação.

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*Sociólogo e professor do Departamento. de Ciências Sociais da UFAM)

 
 
 

Em: 26 de Agosto de 2025

Tags: Saberes; Oralidade Cordel ciência Literatura da voz

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O que faz de um qualquer número de pérolas um colar é o fio invisível e interior que as une” (Antônio Sérgio. 1972)

- Ele é demasiado teórico.

É assim que o senso comum costuma tratar quem não tem os pés no chão. De vez em quando, até a mídia escorrega na maionese. Usa o termo “teoria” despectivamente para sinalizar o distanciamento de alguém da realidade. No entanto, do ponto de vista epistemológico, não existe melhor caminho para conhecer o mundo real do que a abstração de uma teoria científica. É através dela que nós penetramos na essência das coisas.

Aquele genial barbudo alemão do séc. XIX escreveu: “Se a aparência das coisas se confundisse com sua essência, não haveria necessidade de ciência” (O Capital Livro III, p.196). É mesmo. A realidade material não se entrega a nós simplesmente através dos cinco sentidos. https://www.taquiprati.com.br/cronica/1781-o-colar-e-as-perolas-votu-o-demonio-da-amazonia


 
 
 
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